domingo, 24 de abril de 2011

MINHAS ORQUÍDEAS


As orquídeas do meu jardim! Estão vivaças
As cuido, delas; falo com elas
Seus botões são lindos
 Abrem, rebentam,
Se tornam varias cores, abrem em flor!!!
São as flores do meu amor
A vida é isso mesmo assim,
 Á sempre flores no meu jardim
As minhas orquídeas também me amam
, São fortes o suficiente para sentirem
Meus desabafos da minha vida.
Mas eu entendo as minhas flores;
Eu canto e falo com elas
Elas me escutam com amor
Meu jardim pequeno mas mesmo belo,
Numa seca o meu jardim...
Minhas orquídeas vão e outras vêm
Meu jardim tem sempre flores
Porque elas me adoram
Limonete em flor,
As abelhas beijam as minhas flores,
O cheiro de limão que enchem o meu coração.
Quem me quiser há-se saber
Sou uma mulher, sou como as flores
Que gosto de ser tratada
Como eu trato minhas flores.
.Poesia de Juvelina e Carlos Pombo

sábado, 23 de abril de 2011

SOU MUITO MENOR.



Não, eu não sou maior do que este mundo.
Sou muito menor.
Mas ele não sabe as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso eu raciocino,
Por isso eu escuto e olho,
Por isso frequento o cérebro da humanidade
Alguns livros e os jornais e televisão que são cruéis:
e que fazem lavagem ao cérebro do povo
Preciso de todos para me informar.
Só assim é que é possível de criticar
Sim, meu coração não cabe neste mundo
é muito mais pequeno.
Só agora vejo que nele não cabe a ganância e avarencia dos homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua da ganância e avarência é enorme.
Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também esta rua não cabe todos os homens.
A rua é muito menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande e tudo munda.
As épocas muda de geração a geração.
Sabes que os homens têm tudo conforto e consumo.
São inférteis sem saúde e infelizes.
Viste as diferentes cores dos homens,
As diferentes dores dos homens,
Sabes como é difícil ver:
Os homens sofrer tudo isso, amontoar tudo isso.
Muitas vezes Fecho os olhos e desligo-me do mundo.
Escuta a água e vejo a poluição nos rios e do ar
Ouço as arvores
Ouço seus gritos de socorro.
Eu não estou calmo, anuncio tudo ao pequeno mundo de Deus.
A maldade é o maior mundo.
Entretanto eles vão inundando tudo...
As cidades estão submersas?
Os homens submersos – os homens do bem voltarão?
Meu coração sabe.
Que os homens gananciosos e avarentos São:
Estúpido, ridículo e frágeis.
Tudo é deles e nada é deles.
Só agora descubro
Como é triste ignorar certas coisas.
Na solidão das florestas eu indivíduo
Desaprendi a linguagem
com que estes homens se comunicam.
Outrora escutei os anjos,
Outros como tu! os poemas, as confissões.
Em verdade sou pobre no mundo deles.
Mas rico espiritualmente,
porque conheço a minha própria alma
é saber dominar-me a mim próprio,
é repelir a loucura dos homens.
Outrora viajei
Países imaginários, fáceis de habitar,
Ilhas sem problemas, mas vi muita miséria.
Eu era como um Anjos para eles
Meus amigos foram a países e ficaram por lá.
Países e Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
Trouxeram novidades
De que o mundo, o grande mundo está cada vez mais pequeno todos os dias,
Em poucas horas estás no outro lado do mundo.
Entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e a crueldade,
Entre a vida e o fogo
Meu coração cresce e explode.
- Ó vida futura! Nós te criaremos.

Autor: Manuel Dias Pombo