domingo, 17 de novembro de 2013

Naquelas terras de além-mar!



Minha Deus! Rainha dos rios e florestas
Que em toda a parte protegeste-me
Nas horas triste mais angustiosa da minha vida
Teu verde manto que se estende
Pelas Planizes e montanhas,
Rios e florestas.

Nunca me esqueço
Naqueles tempos dolorosos
Que me protegestes
E que me adormecestes no teu colo
Sentia me calmo e feliz
Bem e doce esse tempo de outrora

Naquelas terras de além-mar!
Protegestes a minha vida
Mas tu me envolvias de alegria
Quando falava pela noite fora
Falavas-me sobre a Fé e disciplina
E tu cantavas, cantavas para fortaleceres-me

Para além vi chegar o meu dia
O meu dia de partir de regresso
Há terra que me viu nascer,
Á minha linda terra.
Eu cantei, eu dancei, eu chorei
Eu via na minha tela caravelas a navegar





sábado, 16 de novembro de 2013

Vocês são o reflexo de mil sóis.



Há, quero tanto escrever

Quero-te para além da minha alma:
Os movimentos da minha mão
Minha mente Imagina e circunda
 Circundado a minha caneta com calma
Para espirar em mim, meus poemas.

Há quem me queira tanto,
Para além do nosso universo
Eu também quero que me leiam…
Para cessarem os impulsos dos meus desejos.




Desejo para além da minha escrita
Desejo vos abraçar com um sorriso
Aqueles que tapam o sol
Mas eu desejo colher
Sabor do nosso sol.

Preciso das palavras que compõem as frases
 Para além das minhas aspirações, e do coração
Do despertar dos meus olhos com alegria
Preciso de sentir que as pessoas gostam de mim 

Amo aquilo que faço e para além do agora
Amo hoje, e o futuro também.
Há quem me queira tanto
Vocês são o reflexo de mil sóis.
MDP

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Caminhando à beira do mar


Caminhando à beira do mar
Meu passeio do dia adia
Ouvi a deusa do mar
a cantar, cantos de alegria
O canto que me dizia
Que vou passar noites frias
Tens tanto para andar
Tua vida é fria
Desde então estive a esculpir
O percurso da minha vida
Senti no meu peito Alegria
Ouço alguém a gritar
Aproveita o belo dia
Sentei-me a descansar
Á manha vais para o ultramar
Pensa no á manha
Á manha vai para o ultramar
Entre o céu e o mar
Entre a vida e a morte
O meu peito está a bater
Sinto o meu peito a tremer
A Deusa com sua suave voz
Dizia, vai em frente mas sem temer.
MDP

terça-feira, 5 de novembro de 2013

É possíve ser magoado

Esta história foi real!

À noite no aquartelamento em Angola tive uma visão: O filme corria e eu via mulheres gravidas desventradas vida que não chegou a nascer. Meus olhos estavam abertos análoga-dos na escuridão da noite e, de repente, nessa escuridão, senti uma tristeza tão forte foi como um relâmpago forte que estoirou meu coração.

Fetos que não chegaram a nascer, senti uma crueldade meus olhos choram de compaixão; não chego a compreender como os homens são capazes de fazerem actos selvagens… Mercenários estrangeiros vindos do outro lado da fronteira.
Meu olhar, não se esquece, que eu estava ali naquele lugar inquirir as perguntas e respostas e a responder, sem aquecer meu coração, o filme corre e passa na sala interior do meu ser. Foi como um soco nos olhos que se fechavam em pranto e de dor e eu sem poder fazer nada.
Mães nascem. Enquanto houver alguém que precise delas, mas não agora nesta amargura que cobre toda a face da terra.
Mães nascem sem sonharem o que vem lá para o seu futuro, numa maneira geral. Uma amargura que cobre toda a face da terra.
Mulher que sentiam dentro delas, existia um rebento, do seu grande amor e no dia final tudo acabou, mães e filhos assassinados…
Quem faz os conflitos só mesmo os homens gananciosos, donos do petróleo e dos diamantes, de forma desequilibrada. Hoje tive vontade de vingar-me as curvas da alma e o Deus dentro de mim mandandou-me olhar para um espelho, e se eu tivesse poder para vingar estas mulheres certamente eu não seria melhor do que eles.
Muitas vezes pergunto a mim mesmo sussurrando porquê mãe que me trouxesses a este mundo, porque me trouxeste, porquê? Pois eu não queria ter nascido, neste mundo cruel.
Os homens de grande poder motivam e enchem os ouvidos dos seus soldadinhos de chumbo slows nacionalistas propagado ódio, vejo neles animais irracionais.  

Assim, o poderoso instinto de feras ferozes triunfa sobre o raciocínio primitivo destes homens seus escravos. Não sei o que podemos fazer para modificar uma situação que escorre de dentro de muitos seres humanos arrasados pela Ganancia de poder e quererem manipular e controlar o seu semelhante, vaidade e poder. Mas, hoje, eu senti na pele, através deste filme que corre no interior do ser que foi realmente deixando alguma história importante horrorosa para a humanidade.

Todavia, algo sucede, nossas mães deixa de sentir a presença de seus filho. Porque eles partiram para defender o património dos outros. Suas palavras cordialmente desesperadas, fundem-na num pesadelo: Lágrimas se derramam?!
Mesmo lá no fundo do seu a mago parece-lhe escutar a voz do seu filho: Porquê que tenho que ir mãe para longe de ti? Qual é a finalidade? No meu universo perdido, que todos chamas “Guerra”, no mosso mundo a finalidade é tão só morrer: a vida não é uma condenação à morte. Os poderosos é que nos condenam. E eu não vejo porquê que tenho que ir para o outro lado do mar muitos não vão regressar aos seus lares?
Meu filho tu, estás morto e talvez morra eu também. Mas não importa, filho, porque a vida nunca morre?
Amanhã, penetramos na floresta e teremos dificuldades, escorregaremos nas pedras lodosas dos rios africanos, estaremos cansados de vasculhar o ambiente. Por vezes passamos por sítios que parecem um paraíso e dá-me a vontade de pintar o panorama ou que tente reproduzir tudo que vejo nesse momento no papel, nessa vida, nesse contínuo lutando por mim e pelos os meus companheiros em códigos, funções da metalinguagem que sangra a mão dum poeta que tenta segurar o momento na sua mente um poema surrealista dentro da minha alma.
 Lembro-me da força do nosso espírito: É o combate que engrandece os maiores,
O combate como extremo alvo, por caminhos perigosos, por isso, só me podes ofertar dor, ó dor, tiraste-me o lugar da felicidade e do prazer, junto dos, nossos pais e irmãos essa nossa verdadeira grandeza. Ó dor vem lutar comigo, Vem lutar connosco, na vida ou morte, mergulha connosco no abismo, Mergulha connosco no mais profundo da vida, tiraste-nos os nossos sonhos a felicidade e a alegria. Mandaste-nos  para longe o que nós merecíamos os nossos amores
Nunca triunfarás verdadeiramente sobre nós, mesmo que me ofereça teu corpo nu.

 Luto com os meus companheiros até ao derradeiro alvo, por caminhos que nos oferta, ó dor,
Tiraste-nos o lugar da felicidade e do prazer, a verdadeira grandeza, Vem lutar comigo, nesta terra num corpo a corpo, Vem lutar comigo, na vida e na morte
Mergulha comigo no fundo do abismo, mergulha no mais profundo abismo da vida comigo, e fica lá porque vamos vencer e vamos recuperar os nossos sonhos e o amor que tu, roubastes; Levamos para longe o que merecemos um infindo esforço amor e felicidade. Triunfaremos verdadeiramente sobre a dor e a morte mesmo que nos ofereçam vossos corpos nus.
Talvez aqui vamos  envelhecer rápido demais. Mas lutaremos para que cada dia tenha valido a pena. Sabemos que neste denso mato sofreremos  inúmeras desilusões no decorrer desta vida de soldado. Mas faremos que ela percam a importância diante dos gestos de amor que encontraremos por esses caminhos.
Mesmo que não tenhamos forças para realizar todos os nossos ideais. Mas jamais iremos, nos considerar derrotados. Mesmo que soframos uma terrível queda. Somos tropas de intervenção mas não ficáramos por muito tempo olhando para o chão! O sol vai brilhar um dia para nós.
Mesmo que nos deprima por não ser capazes de saber a letra daquela música da Felicidade.
Mas ficaremos mesmo muito felizes com as outras capacidades que possuímos.
Vamos nos alegrar com as pequenas conquistas; e a vontade de abandonar todas as nossas más companhias. Mas ao invés de fugir, iramos, correr atrás daquilo que nos pertence. Talvez não somos, exactamente, quem gostaria de sermos. Mas passaremos a admirar o que somos.
Ainda não chegou o fim! Porque no final não haverá nenhum ""FRAQUEZA" e sim a certeza de que a nossa vida valeu pena e fizemos o melhor que podíamos
MDP

domingo, 3 de novembro de 2013

O mundo não é quadrado



Somos fisionomias rigorosas,
Não temos caminhos certos,
Nem afecto certo
A simpatia, esse sentimento
Que oscila entre os astros;
Trémula de amor;
O desejo e aspiração.

Sermos regados
pelas águas do rio
Para que rebentem
Lindas flores de amor
Flores perfumadas 
O mundo não é quadrado
Sem cantos.
O mundo é uma bola
Tudo gira á tua volta

Mas cada um  
Está no seu próprio mundo,
Tens que viver de acordo com a realidade
Fora desse teu quadrante.
Abandona esses cantos do teu quarto
Há campos, vilas, cidades, há comunidades,
Há gente para amar
Para te libertares.
 .MDP

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Gosto de me ler.


O romanço da minha vida
 Está estampado na minha alma,
 Vou reflectido o percurso do meu ser.
Em poesias e vou riscando com a minha caneta
Tinta sobre o papel.
Faço traços,  linhas cores suaves
 Sonhos, tentativas de exercer um mundo melhor.
A minha vontade de caminhar com todos os meus esforços.
Minhas energias fazem que eu abra
A minha mente e derramo sobre o papel
A minha imaginação
Desenho sobre aqueles que me querem ler.
 Houve um tempo que deixei os escritos
Fui para o outro lado do mar
África ouvir os sons tropicais,
Fiz voluntariado no outro lado do mar
Vi muitas gentes que precisaram de mim
Foi nesse tempo que a lua chorou
Mas sempre lutei para enfrentar as nuvens escuras e pesadas.
Que tapavam a sua luz
Perdi quatro companheiros a luta é mesmo assim!
A lua ultrapassou os obstáculos
A escuridão das nuvens pesadas desapareceram-

O sol queimou meu rosto com o suor salso.
Olho para o horizonte vejo o centelhar,
Entre o céu e o horizonte.
O braseiro que  me olha faminto.
Minhas pulsações não liberam.
Ânsia de alcáçar meu objecto
Escrevo o decorrer das nossas vidas,
Para ocupam  por vezes o meu vazio.
 Meu espirito viaja pelo universo
Entro no mundo de Rilva, onde guardo a esperança?
Á sonhos em minha morada sagrada?
Riva a Deusa dos Rios e das Florestas.
Sua voz suave s relaxante
Passeio com ela no seu jardim falamos e cantamos
Meu sabor da nossa amizade,
Seu cheiro, como o perfumo das rosas,
Ela, Sorri, eu fico radiante com a sua amizade.
Nossa amizade é interna, profunda e verdadeira.
Escrevo com a minha magia, meu contentamento.
Regresso ao meu berço de embalar,
Entro no nosso espaço aéreo  
Olho para baixo eu vejo o tejo.
Minha, Lisboa meu berço de embalar
Procure novas ideias e ideais.
Prossigo o caminho da sabedoria,
 Ainda que nada fique para trás
Escute os sons da água, o cheiro das flores
Os meus neurónios em movimentos perfeitos
 Trabalhado, com o aprazível ver a minha mente
Desenhos como se fossem ao arco ires no céu,
As mais lindas cores.
Amo, abrir a imaginação e derramar o melhor da vida.
Quero puder levantar o olhar,
Termino de me ler.
MDP

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Minha família e Irmãos, a sociedade em miniatur


Amar a família, meus irmãos e suas famílias, é semear para que eu tenha uma boa colheita.  
Sou um vulcão, que de tempos em tempos acorda,
Expelindo lavas das minhas profundidades
Queimando o que não me faz bem
Sou Fogo, Ar e Agua jorrando a v
ida
como as lavas bravias corre pelos desfiladeiros
 Com a anciã a caminho do oceano,
Correndo para liberdade
Liberando minhas energias vital,
mas também sou estável e produtivo
sou como a árvore que com raiz se fixa ao solo,
e que dá frutos maravilhosos.
Suas sementes que anda pelos trilhos da vida.
Em sintonia com a natureza o nascerem de uma nova árvore
E o desabrochar das suas Flores, sou fruto duma.
Sou fruto de Deus
Sou um pequeno deus, uma gota, do grande Deus,
Tenho poder Sou mutável como o Ar,
 Mas também sou a brisa que desliza pelo rosto daquele que eu amo.
Sou a faculdade de conservar
Aqueles que me viram nascerem
E aqueles que eu vi nascerem, indirectamente
A faculdade de conservar
E de evocar o estado de consciência
 Anteriormente e agora,
Experimentados no tempo e na vida
 Sou um trabalhador intelectual,
Agradeço ao meu pai que direccionou-me para o arranco.
Os estudantes da universidade Técnica de Berlim
Educaram-me, cultivaram-me
Abriram as portas do grande universo para me involuir
São memória de ideias como tais nunca esquecidas
É apenas uma função particular da inteligência.
A memória fixa as lembranças
são temporárias, que não se fazem presentes no dia-a-dia,
Mas dentro de mim existi-o e ainda existe a necessidade de subir na vida,
 Aflora mostrando tudo até mesmo o que gostaria de não mais lembrar. Minha vida de criança não foi fácil, não me senti amado e depois a guerra!? A mentalidade tradicional e conservativa asfixiava-me.
Sou rebelde desde o ventre de minha mãe!
 Sou rebelde, um vulcão, isto é notado em mim. Que se subdivide em intensidade, uma lembrança que se fixa e se conserva.

As minhas, ideias e os sentimentos se fixam e se conservam quanto mais estivermos ligados aos meus manos
.Amor é intensa emoção, é sentimento e compaixão
Meus irmãos, estão vinculados socialmente na minha mente.
Minha mana sofre com a prepotência e com o machismo do esposo, também nada facilita. Diz ser um socialista? mas não faz a revolução no seu lar!
A minha vocação, está na minha mente é algo que aflora a minha consciência, sem que nada pareça evocá-la, mas, provavelmente está ligada a algum dos elementos da minha família e meus manos. Somos todos diferentes como os dedos das minhas mãos. Mas unidos.
Meus sentimentos e minha crença está expressa na minha linguagem minha cultura é tudo o que aprendi nos três cantos do mundo. A minha alta cultura é a expressão da minha imaginação sobre aquilo que eu escrevo e o que pinto.
As minhas dimensões da multicultural incluem a Fé não religiosas e o que acredito, a verdade sobre o universo. Não sigo nenhumas instituições religiosas, mas sou crente. Creio naquilo que não se vê a “Fé”
 MDP

Feliz Natal